São Paulo, 28 nov (EFE).- A Telefônica e a MasterCard anunciaram nesta quarta-feira o lançamento no próximo mês de abril de um serviço de contas pré-pagas através do telefone celular destinado aos milhões de brasileiros que não têm contas bancárias.
Para prestar esse serviço, as empresas criaram a joint venture Mobile Financial Service (MSF), que foi apresentada em entrevista coletiva em São Paulo.
O primeiro produto da nova companhia será a habilitação de contas pré-pagas para clientes da Vivo, marca da Telefônica no Brasil, acessíveis por meio do telefone celular e um cartão MasterCard que será entregue após o cadastro.
O objetivo é que os consumidores que carecem de conta corrente disponham de um sistema de pagamento eletrônico para efetuar compras em lojas, recargas telefônicas, transferências a outros usuários e reintegrações com dinheiro em caixas, entre outros.
O serviço usará a tecnologia USSD (Unstructured Suppelementary Service Data) e é compatível com todos os terminais de telefonia GSM.
O presidente da MFS, Marcos Etchegoyen, explicou que o objetivo do serviço é oferecer uma solução de pagamento eletrônico "fácil" para os cidadãos que ainda não acessaram os serviços financeiros.
"Nossa empresa tem que ser irritantemente fácil", disse Etchegoyen, antecipando que o produto será lançado em abril de 2013 em cinco cidades.
A previsão é "consolidar esse serviço" ao longo do ano que vem e ampliar a cobertura para todo o país.
Além disso, a companhia maneja a previsão de fechar 2013 com 200 mil clientes ativos que realizem uma média de entre 1,8 a 2,3 transações mensais.
O presidente de MasterCard no Brasil, Gilberto Caldart, disse que o produto procura respeitar "todos os objetivos de inclusão financeira" do Governo Federal.
Caldart comentou que para iniciar o serviço os responsáveis do projeto realizaram "investimentos grandes, substanciais", que se recusou a quantificar.
Por sua vez, Antonio Carlos Valente, presidente de Telefónica Vivo, assegurou que o projeto chega em sintonia com a expansão da classe média no Brasil e destacou que os terminais de telefonia servem para realizar cada vez mais operações cotidianas. EFE

