SÃO PAULO – Dos 299 fundos listados na Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais) que pertencem à categoria referenciado DI - sem contar os fundos exclusivos e os restritos -, 60 possuem taxa de administração de 2% ou mais ao ano. Os dados foram obtidos após pesquisa no site “Como Investir”, da própria entidade.
Com o atual patamar dos juros, a taxa de administração faz cada vez mais diferença no rendimento líquido dos fundos DI, cuja remuneração está diretamente ligada à Selic (taxa básica de juros).
De acordo com o Sistema de Informações Financeiras Comdinheiro, com a Selic no patamar atual (8,5% ao ano), um fundo DI com taxa de administração de 2% ao ano equivale a um CDB que paga 75,72% do CDI (Certificado de Depósito Bancário).
Para se ter uma ideia da diferença no seu bolso, quem aplica R$ 1 mil em um CDB que a 75% do CDI, tem um rendimento de R$ 51 no final de um ano. Se o CDB pagar 100% do CDI, a rentabilidade seria de R$ 69.
No longo prazo e para aplicações constantes, a diferença vai ficando maior e pesa cada vez mais no bolso. Em quatro anos, a rentabilidade de uma aplicação de R$ 1 mil seria quase 7,2% maior se o CDB remunerasse com 100% do CDI, ao invés de 75%.
Em um fundo DI com taxa de 2,5% ao ano (existem 10 fundos com esta taxa classificados na entidade – sem contar os restritos e exclusivos), a rentabilidade é ainda menor – equivalente a 69,73% do CDI. E à medida que a taxa aumenta, os ganhos caminham na direção inversa. Três fundos DI possuem atualmente taxa de 5% ao ano, o que significa que pagam apenas 40,19% do CDI (com a Selic em 8,5% ao ano).
“Com a taxa de juros mais baixa, a taxa de administração vai pesar cada vez mais na rentabilidade líquida dos fundos. A dica é sempre pesquisar antes de investir”, afirma o professor de economia da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), José Eduardo Balian.
E basta pesquisar que você encontra fundos com taxas menores. De acordo com o levantamento feito na Anbima, existem fundos DI com taxas de 0,15% ao ano e com valor mínimo de aplicação inicial de R$ 10 mil, por exemplo.
CDB
Para quem for investir no CDB, é importante lembrar que a taxa de remuneração pode e deve ser negociada com o banco - o cliente chega a encontrar instituições que pagam até mais do que 100% do CDI. É bom lembrar que, normalmente, os bancos menores oferecem uma remuneração maior, por terem mais necessidade de se capitalizarem (o CDB é uma forma de o banco conseguir recursos para suas atividades).
Por isso, vale a pena pesquisar CDBs de bancos menores em busca de uma rentabilidade maior. Mesmo optando por um CDB de banco pequeno, a aplicação é bastante segura se o valor máximo investido não passar de R$ 70 mil. Isto porque, até este limite, existe garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Ou seja, se o banco “quebrar”, o fundo garante a devolução de até este valor.

