O ministro das Finanças da Espanha, Luis de Guindos, afirmou que a Espanha conseguiu um bom acordo. Além de uma taxa de juros para o empréstimo inferior aos preços do mercado, Guindos disse que "as condições serão impostas aos bancos e não à sociedade espanhola, nem à política econômica e fiscal. O ministro, porém, não revelou a taxa do empréstimo.
Segundo Guindos, o empréstimo será incorporado ao endividamento da Espanha, mas destacou que o país não precisará acionar o valor total de até € 100 bilhões colocados à disposição da Espanha pela União Europeia. A cifra exata só será decidida quando uma série de avaliações dos documentos de empréstimos dos bancos por consultores externos for concluída, o que deve ocorrer nas próximas semanas. "Os € 100 bilhões é a quantia máxima e nos dá um amortecimento grande", disse Guindos, em entrevista coletiva concedida após o fim da teleconferência de ministros das Finanças do Eurogrupo neste sábado.
A prolongada crise financeira da Espanha entrou em uma nova fase mais perigosa no mês passado, quando o governo injetou € 19 bilhões no Bankia, o quarto maior banco privado do país, sinalizando um novo esforço muscular para limpar a situação dos combalidos bancos espanhóis. Diante da modesta
quantia disponível no fundo de resgate da própria Espanha e dos elevados custos de empréstimo do país, o suporte ao Bankia deixou os investidores ainda mais tensos e exacerbou as apreensões sobre o sistema financeiro.
No início da semana, o governo conservador do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, que assumiu o cargo no final do ano passado, fez o mais explícito reconhecimento até então sobre a necessidade de um suporte financeiro da União Europeia. Mas o governo encarou dificuldades imensas para negociar um pacote de ajuda direcionado aos bancos e com condições mais brandas que às determinações impostas nos resgates da Grécia, Portugal e Irlanda. As informações são da Dow Jones.

