O dólar no mercado à vista retomou nesta terça-feira o patamar de R$ 2,00, que já havia testado na segunda-feira durante a sessão, e atingiu as máximas até o momento, de R$ 2,002 (0,75%) no balcão e de R$ 2,0024 (0,61%) na BM&F. Já o dólar para junho de 2012 atingiu o pico em R$ 2,0115 (+0,40%).
A virada do dólar no exterior para o campo positivo em relação ao euro, após a alta do Índice de Atividade Empire State em maio nos Estados Unidos bem acima das expectativas dos analistas, está dando sustentação ao avanço da divisa norte-americana lá fora e aqui, segundo um operador de tesouraria de um banco.
Com o preço da divisa dos EUA nesse patamar, os operadores das mesas de câmbio não acreditam na volta do BC às compras de moeda tão cedo. O mais provável agora é que o Banco Central deixe de rolar o próximo vencimento de cerca de 13 mil contratos de swap cambial reverso, em um total de cerca de US$ 650 milhões, no início de junho. Se isso se confirmar, na prática, o BC estará fazendo uma venda de moeda no mercado futuro de dólar, explicou um operador de tesouraria de um banco. Essa expectativa cresceu, segundo a fonte, após as declarações de segunda-feira do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o patamar atual do dólar é bom para a indústria e não está preocupando o governo.
Às 10h40, o dólar à vista desacelerava a alta para 0,45%, a R$ 1,9960 no balcão; e avançava 0,41%, a R$ 1,9984 na BM&F. O dólar para junho de 2012 reduzia a alta para 0,05%, a R$ 2,0045.

