Bolsas europeias fecham em direções divergentes

As bolsas da Europa fecharam em direções divergentes nesta segunda-feira, em um dia sem grandes dados macroeconômicos no continente e com indicadores divergentes sobre a economia dos EUA. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a sessão com leve queda de 0,12%, a 289,36 pontos.

A confiança do consumidor da Itália caiu em janeiro para o nível mais baixo em pelo menos 17 anos. Segundo o instituto de estatísticas, Istat, o índice de confiança recuou para 84,6, de 85,7 em dezembro, o menor resultado da série ajustada sazonalmente, que tem início em 1996. Analistas do UniCredit previam que o índice subiria para 86,1 em janeiro. Ao mesmo tempo, o Tesouro italiano vendeu hoje em leilão 6,628 bilhões de euros em bônus de novas séries para 2014 e 2018, segundo o banco central do país.

As encomendas de bens duráveis nos EUA cresceram 4,6% em dezembro, bem mais do que a alta de 2,0% prevista por economistas. Logo após a divulgação do dado, as bolsas europeias e os futuros de Nova York subiram. Posteriormente, no entanto, o governo dos EUA informou que as vendas pendentes de imóveis caíram 4,3% em dezembro, abaixo das estimativas de crescimento de 1,0%.

O destaque no mercado de câmbio foi a libra, que atingiu os menores níveis ante o dólar desde meados do ano passado e as mínimas ante o euro em 14 meses, pressionada pelas expectativas de que o governo do Reino Unido forneça mais estímulos à economia após os dados fracos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) divulgados na sexta-feira.

Mas a Bolsa de Londres recebeu certo suporte de comentários feitos pelo futuro presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney. Ele sinalizou que vai dar ênfase ao crescimento quando assumir o cargo e que está disposto a ver inflação alta por um período de tempo mais longo para sustentar a economia, segundo publicou hoje o The Daily Telegraph em sua página na internet.

Nesse cenário, o índice FTSE da Bolsa de Londres subiu 0,16%, fechando a 6.294,41 pontos. Quase nos 6,3 mil pontos, o índice está próximo do maior nível desde maio de 2008. Hoje as ações do Barclays ganharam 1,71%. Já as mineradoras e empresas de varejo tiveram desempenho ruim, com destaque para Anglo American (-0,72%), Evraz (-2,10%) e Marks & Spencer (-0,68%).

Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,32%, encerrando a sessão a 7.833,00 pontos. Empresas de serviços públicos registraram queda, devido aos riscos de cortes em dividendos, segundo traders. A E.ON perdeu 1,88%, também pressionada pela possibilidade de uma greve na semana que vem. Já a RWE recuou 1,18%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, teve leve alta de 0,07% e fechou a 3.780,89 pontos. No território positivo aparecem os bancos, ainda beneficiados por um relatório divulgado na semana passada pelo Banco Central Europeu (BCE) sobre os pagamentos dos empréstimos feitos nas Operações de Refinanciamento de Longo Prazo (LTRO, na sigla em inglês). Société Générale avançou 0,99%, BNP Paribas ganhou 2,14% e AXA teve valorização de 1,48%.

Em Madri, o índice IBEX-35 caiu 0,60%, a 8.672,50 pontos. Já o índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, ganhou 0,96%, fechando a 17.897,41 pontos. E na Bolsa de Lisboa o PSI-20 registrou alta de 0,12%, a 6.282,55 pontos. As informações são da Dow Jones.

 
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