Bolsas da Europa fecham em direções divergentes

As bolsas europeias fecharam em direções divergentes nesta sexta-feira, com a divulgação de uma série de dados econômicos que provocaram indefinição nos mercados acionários. O Bundesbank revisou para baixo o crescimento da Alemanha e, nos EUA, a confiança dos consumidores norte-americanos caiu para o nível mais baixo desde agosto. Dados melhores do que o esperado de emprego dos EUA não foram suficientes para sustentar a alta das bolsas. O índice pan-europeu Stoxx 600 ganhou 0,13%, fechando a 279,17 pontos, após atingir baixa de 278,26 durante a sessão. Na semana, a alta foi de 1,2%.

Notícias sobre a economia da Alemanha afetaram negativamente o humor dos investidores. O Bundesbank, o banco central do país, afirmou que a maior economia da Europa ameaça cair em uma recessão nos próximos meses. A projeção de expansão econômica alemã para 2013 foi cortada para 0,4%, da estimativa de 1,6% publicada em junho, e a previsão de crescimento para este ano diminuiu de 1,0% para 0,7%.

Itália e Grécia também foram destaque na Europa. A Bolsa de Milão apresentou o pior desempenho em razão da pressão sobre o governo do primeiro-ministro Mário Monti. Na Grécia, o foco foi o programa de recompra de dívida pelo governo. Os detentores de bônus gregos tinham até as 15h (de Brasília) hoje para apresentarem ofertas para a recompra.

Nos EUA, o primeiro dado divulgado apontou a criação de 146 mil empregos em novembro, bem mais do que as 80 mil previstas. A taxa de desemprego caiu para 7,7%, melhor do que a taxa de 7,9% esperada por analistas e o nível mais baixo desde dezembro de 2008. A reação inicial dos mercados foi fortemente positiva. Analistas, no entanto, chamaram a atenção para o fato de que o governo fez uma revisão para baixo nos dois meses anteriores, o que desanimou os investidores.

No começo da tarde, os ânimos esfriaram ainda mais com a divulgação do índice de sentimento do consumidor medido pela Reuters/Universidade de Michigan, que caiu para 74,5 na leitura preliminar de dezembro, bem abaixo das expectativas dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que esperavam uma leitura de 82,0.

Nesse cenário, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt recuou 16,74 pontos (0,22%), fechando a 7.517,80 pontos, com a redução das estimativas de crescimento do país. A Deutsche Telekom perdeu 1,9% após reduzir a previsão de dividendos para os próximos dois anos. Na semana, no entanto, o índice fechou em alta de 1,52%.

Já a Bolsa de Paris avançou 3,96 pontos (0,11%), fechando a 3.605,61 pontos e registrando valorização de 1,36% na semana. O índice FTSE, da Bolsa de Londres, também fechou em leve alta, ganhando 12,98 pontos (0,22%) e fechando a 5.914,40 pontos, após tocar 5.923,11 pontos, a maior alta durante a sessão em um mês. A bolsa britânica fechou a semana em alta de 0,81%.

O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, ganhou 0,72%, fechando a 5.436,18 pontos e registrando a maior alta da semana entre as bolsas, de 3,42%. As maiores baixas do dia foram em Madri e Milão. O índice IBEX-35 da Bolsa de Madri caiu 0,79%, fechando a 7.848,50 pontos e encerrando a semana com desvalorização de 1,09%. A Bolsa de Milão perdeu 0,86% e fechou a sessão a 15.699,22 pontos, recuando 0,81% na semana. As informações são da Dow Jones.

 
Cotações recentes
Símbolo Preço Variação % Var 
Seus tickers vistos mais recentemente aparecerão aqui automaticamente se você digitou um ticker no campo "Inserir símbolo/empresa" na parte inferior deste módulo.
É necessário permitir os cookies do seu navegador para ver as cotações mais recentes.
 
Entre para ver as cotações nos seus portfólios.
Carregando...